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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

Filosofia felina da madrugada (com cerca de 3 anos de atraso, dado o último post...)

"Nestes tempos de reclusão voluntária, ler em demasia leva-me a escrever em demasia. Escrever em demasia, leva o lápis e o bloco a navegar pelos cantos mais obscuros da minha mente. O que não éramos (minimamente compatíveis), o que podíamos ter sido (um casal, fosse ele normal ou outra designação qualquer) , e o que acabámos por ser (loucos um pelo outro). Escrevi inicialmente que a reclusão faz-me sorrir, mas não. És tu. Ainda e sempre tu."

Guerra gastronómica...ou então um progenitor que o máximo que faz na cozinha é ir buscar o saca rolhas...

Admito que é uma sensação estranha voltar a escrever aqui. É como voltar a uma casa que é nossa mas que deixámos ao abandono sem uma razão válida aos olhos dos leitores.

Bem, o que me leva a escrever aqui hoje é simplesmente uma das coisas que me é mais importante. Não, não é sexo. Hã, não...também não é freiras nuas mas podia ser. É gastronomia (e alcoolémia, por arrasto...)

Por estes dias, é-me cada vez mais complicado passar tempo de qualidade com a família (ora porque o meu progenitor anda numa de Chuck Norris e passa a vida ora no ginásio, ora no campo de tiro ou porque a minha irmã quando penso que está em casa descubro que está em Miami e quando lhe ligo para saber pormenores já ela está em Pequim...). Portanto, quando tivemos oportunidade de nos juntarmos à mesma mesa, bem dito bem feito. Apenas com um pequeno senão.

Eu ainda sou daqueles gajos que fui criado com a permissa de que um dos actos supremos de amor (não é sexo, ainda estamos a falar de comida...literalmente) é cozinhar para os amigos ou para a família. A m*rda toda é que neste momento vivemos no mundo take away. Pelo andar da carruagem, um dia destes já ninguém sabe estrelar uma porra de um ovo, porque os compra já estrelados... Certo, eu sei... É mais conveniente, poupa-se uma série de tempo, blá blá blá...

Portanto, eis o ponto da situação...O meu progenitor não acredita que eu cozinhe uma décima do que afirmo. Eu afirmo que SEI que ele não cozinha uma porra do que quer que seja (comprar comida fora não conta como COZINHAR) porque ele gostar de comer bem não significa saber cozinhá-las (também posso ir ao restaurante de um chef Michelin, gastar umas centenas de euros por meia dúzia de pratos de Instagram e depois afirmar que sou um mestre de comida paneleira gourmet). Decidimo-nos por umas tréguas acompanhadas de queijo da Ilha, presunto e um tinto de 2011 (nisso admito que o gajo percebe alguma coisa. Tinha de ir buscar o bom gosto pelos vinhos a algum lado, não podia ser só a m*rda do mau feitio...).

Eis a pergunta para queijinho (se este blog ainda tiver leitores)...

A que geração pertencem vocês? A geração franguinho no espeto e já agora um pacotinho de batatinhas e um caixinha de arrozinho branco? Ou a geração que cada refeição para os amigos e familiares parece que vão mandar um regimento para a semana de campo mas a vossa cozinha parece um campo de batalha de paintball?

Bandas de tributo? Venham elas...

Se há coisa que adoro mais que bandas, é bandas de tributo. Porquê? Sei lá eu, caraças. Já bebi uma garrafa de vinho branco e 8 minis,. logo estou isento da responsabilidade de responder a questões demasiado complexas como essas.

Voltando ao cerne da questão...Há algo de maravilhosamente complexo numa banda de tributo. Tens de saber as músicas a quem desejas prestar o devido tributo mas estás-te completamente a borrifar se a coisa sai como deve ser ou tem mais pregos que um caixão venezuelano.

Dois dias atrás fui beber um café e um martini ao final da noite. Nada de especial, não fosse o facto do café em questão ter música ao vivo naquela noite. Fantástico, disse eu. Bute nessa, Vanessa. Até ao primeiro minuto da actuação. Eu passo a explicar...

- Um guitarrista solo com idade para ser meu tetravô, camisa de flanela que não devia ser lavada desde os tempos dos Nirvana nos anos 90 e cigarro na canto da boca à João Cabeleira (pesquisem que é, suas bestas....)

- Um guitarrista ritmo com toda a pinta de ser primo em 1º grau do Toy, uma voz um cadito arranhada e um sentido de humor semelhante ao meu...quando tinha 6 anos....

- Um baixista....filho do dono do café...Querem mesmo que desenvolva, porra?

- Um baterista absolutamente psicótico...Louco....A dar-lhe como se não houvesse amanhã...A insultar o público por não bater palmas e a ameaçar porrada se não juntassem as mãozinhas.... O meu tipo de músico, portanto....

Gostei. Deu para desanuviar um pouco....

Religião. Como não adorá-la?

Último post em Fevereiro???

Porra, que me estou mesmo a lixar para isto. Nem fazia ideia.

Bem, após um interregno de praticamente 7 meses, quero abordar uma das coisas que mais amo nesta vida. Não, não é a aguardente. Não, também não é o sexo selvagem e duradouro. Pois, embora adore também não é difamar o trabalho da Margarida Rebelo Pinto (podia ser pior, podia plagiar aquela m*rda...).

É religião? Claro que é, porra! E porquê, perguntam vocês?

Bem, porque basicamente tive de marcar presença num baptizado. E claro está, eu adoro tudo que envolve religião. Especialmente freiras (mas isso são outras cantigas e fetiches muito específicos). Aprendi muito com o padre hoje. Senão vejamos...

- Somos todos uns pecadores (e ele disse isso com ar reprovador a olhar especificamente para mim o que me deixou a pensar "mau, o que é que este cabr*o sabe...")

- Somos todos pecadores mas há uns mais pecadores que outros (a m*rda é que ele continuava a olhar para mim e eu por esta altura já tinha mudado de lugar 3 vezes...)

- Para além de pecadores, somos todos uns mentirosos do caraças. O homem pergunta se estamos dispostos a abdicar do rancor. Sim. Ele pergunta se estamos dispostos a abdicar do ódio no coração. Sure, why not...E depois pergunta se estamos dispostos a abdicar dos telemóveis??? Metade dos fiéis tiveram um AVC ali mesmo. A outra metade estava a jogar Candy Crush e nem ouviu o que ele disse...Sorte a deles!

- E depois esta pérola... "Não pode comungar quem esteve de férias e ainda não se confessou". Portanto, há uma série de mulheres doidas que se portaram mal à brava nas férias e enquanto não se descoserem ao santo padre, estão bem lixadas. Não sei especificar ao certo quantas personagens serão mas se bem me recordo das poucas missas que assisti na vida, costumam ser mais as pessoas que recebem bolachinha do que aquelas que ficam sentadas com a cabeça enfiada entre os joelhos a pensar "porra, eu bem sabia que não devia ter bebido aquela sétima garrafa de branco alentejano..."

Eu devia ter ido para padre. Faz falta mais comédia como aquela que assisti hoje. Mas o cachet tinha de ser discutido.

Mas tenho mesmo de escrever um título para este post? Porra pá, não me apetece nada...

Nesta semana que passou, levei um familiar a enterrar.

Apesar da inevitabilidade da partida, achei curioso verificar que a família à medida que os anos passam, só se encontram nestas situações. Quer dizer, o pessoal podia encontrar-se de vez em quando e ir comer uns ovos mexidos e com farinheira regados com um tinto de Reserva de 2011. Epá, eu até aceitava uma ou duas minis que até nem sou um gajo esquisito. Mas não. Ainda o homem ia a caminho do crematório e aqui o je lança a bomba C que é como quem diz e passo a citar "Malta, não é por nada mas nós como família, somos uns COMODISTAS de m*rda. Porra, mas para sabermos se estamos vivos, é preciso um de nós morrer???"

A resposta? Um silêncio sepulcral (sim, podia ser uma metáfora mas o homem foi cremado, não sepultado...). Portanto, toda a gente concorda que devíamos fazer mais mas ninguém está para isso. Despedimo-nos com uma espécie de "gostei de te ver e a gente encontra-se quando morrer o próximo...".

Claro que no meio de tanta família, encontramos um pouco de tudo. Os tios que já não conhecemos, as tias das quais temos uma vaga lembrança, os primos dos quais te recordas bem por causa das cadeiras que lhes enfiaste pela narina esquerda quando eras pequeno. Ah, e aqueles fulanos que não sabes bem quais os laços familiares que partilham contigo mas que sabes que odeias visceralmente. Não por alguma razão em particular. É mesmo tudo. E eu sei que o sentimento é deveras recíproco, tanto que existe sempre um certo receio que nós dois estejamos presentes em funerais. Porque a agência funerária só foi contratada para lidar com um defunto e pode acabar na pior das hipóteses a lidar com três. A parte má? É alguém ter de pagar a conta, não é a funerária ter mais trabalho. Isso eles agradecem.

E que mais? Bem, parece que o Trump é o novo (p)residente dos Estados Unidos. A consequência mais visível disso? Os humoristas nunca tiveram tanto material na vida e o Saturday Night Live está melhor que nunca. Tenho uma carrada de pisa papéis espalhados pelo escritório a que chamo livros aos quais tenho de dar alguma atenção.

Agora vou ali informar-me de factos alternativos sobre um atentado na Suécia. Mas vindo de quem vem, pode ter sido um queijo amanteigado que foi esfaqueado no Seixal. Fake news, fake news...

Dia Mundial da Gratidão

Tal como muitos aqui, alguns dos meus amigos mais próximos julgavam que eu já havia morrido e parte de mim já tido sido devorado por linces ibéricos que por engano haviam entrado pela minha marquise em busca do advogado da Angelina Jolie. Mas não, ainda não. E como estou vivo, isso significa beber café (continuo a ser um ex fumador...por ora) e dizer mais de uma dúzia de caralhadas numa frase de 5 palavras de três letras cada só porque sim. Faz parte do meu apanágio e alegria de viver.

No entanto, é inegável que não estou bem. Não me sinto bem. Se existisse um Nobel da Medicina para a ironia médica mais cruel a absurda de sempre, eu ganhava-o...

- Doutor, deixei de fumar!

- Mas isso é óptimo...

- Não, porra!!! Nunca me senti pior na p*ta da minha vida...

Através desse meu amigo (que passou o café inteiro a olhar para mim como alguém que olha para os familiares de um defunto numa missa de corpo presente e tenta encontrar algumas palavras decentes e ao mesmo tempo, rezar a todos os santinhos para que aquele longo suspiro antes de ter acendido mais um cigarro não venha a ser a causa de uma qualquer frustrada tentativa de suicídio minha por excesso de visionamento da Casa dos Segredos...), vim a saber que ontem (sim, estou a escrever isto a tarde e a más horas, como de costume) foi o Dia Mundial da Gratidão.

- Tens algo a agradecer a alguém? - perguntou-me ele.

- Claro. Agradeço-te que não mandes o fumo do teu cigarro para cima de mim.

- Ainda te incomoda?

- Não. É que podes acabar vítima de um homicídio, só isso. Estou apenas a zelar pelo teu bem estar, nada mais.

Se eu tenho algo a agradecer... Agradeço o acordar todos os dias, porque já senti na pele a vida a fugir-me, a luz ao fundo do túnel e digo-vos...é uma grande m*rda. Agradeço ter um trabalho para poder reclamar dele, um vencimento para estar constantemente a f*der a contabilidade que ele é baixo demais e uma pausa para cigarro agora que deixei de fumar. Agradeço a mim mesmo desde o dia 28 de Janeiro de 2016. E curiosamente, quero mesmo mas mesmo agradecer à Angelina Jolie e ao Brad Pitt pelo casamento deles ter ido com os porcos. Não por maldade, sejamos claros. Mas apenas por me provarem que o karma é mesmo uma coisa f*dida e que independentemente dos anos que passem, o equilíbrio cósmico é uma cena mesmo muito marada (isso e eu ter deixado de fumar). E se há equilíbrio, então alguém tem uma dívida incomensurável para comigo.

Há coisas beras que um gajo releva

Há coisas más que um gajo esquece.

E há atitudes tão profundamente porcas que são simplesmente imperdoáveis.

Vejamos se ao expurgar toda esta minha "gratidão", as coisas normalizam aqui. A ver se na próxima semana chamo a senhora da limpeza, vou comprar uns detergentes ao LIDL e tirar as teias de aranha a este cantinho de má fama literária e humor negro. Vocês precisam de alguém que vos faça rir e eu preciso de escrever. É um match made in heaven.

Mais de 4 meses depois...

...eis que o felino decide dar um sinal de vida por aqui.

Não que me sinta muito inspirado para escrever grandes odes maradas sobre as presidenciais norte americanas nem nada do género. É só mesmo para limpar o pó, passar o aspirador, mudar os lençóis e lembrar a mim mesmo que outrora isto foi um blog a sério, teve mais destaques do que a Cláudia Jacques teve gajos no meio das pernas e que até para mim, é possível manter um mínimo de originalidade literária sendo um ex fumador vai para mais de 60 dias.

Um dia destes eu volto.

Quando perdemos aquilo que nos é mais importante, é quando percebemos o quão errados estivemos uma vida inteira. Porque os pequenos instantes, duram uma eternidade...

Como o vídeo indica, este podia ser um post sobre futebol. Mas não é. É sobre muito mais que isso.

O nome Quinito é desconhecido desta nova geração de aficionados do futebol. Mas se disser que foi treinador do Porto, Guimarães, Espinho e Estrela da Amadora, aí se calhar já tenho a vossa atenção.

Admito que muitas vezes me questionei do paradeiro deste senhor. Sabemos que o futebol é fértil em treinadores mas há sujeitos que nunca se esquecem. Quinito era um deles. Soube agora que Quinito se condenou a ele mesmo a um hiato por opção devido ao sentimento de culpa da morte do filho, que faleceu tragicamente em 2009 num acidente rodoviário no Brasil.

Enquanto observava o vídeo que partilho em cima, admito que as lágrimas me vieram aos olhos. Não apenas pela dor que se sente em cada palavra que ele profere mas porque o ser humano comete exactamente o mesmo erro sistematicamente todos os dias.

Trabalha-se arduamente todos os dias na tentativa que nada falte aos filhos. Passa-se mais tempo a trabalhar do que a vê-los crescer. Perdem-se momentos irrecuperáveis. Os primeiros passos, as primeiras palavras, aplaudir as conquistas e confortá-los nas derrotas. E um dia, sem que nada o faça prever, nada mais resta. Questionamos opções, porquês...

A vida é cruel. O ser humano faz o melhor que pode. Muitas vezes, a custos que ninguém sequer imagina. Há que priorizar. E não há dinheiro suficiente neste mundo que pague o sorriso de um filho, um abraço ou um "amo-te". Não vão pelas minhas palavras. Ouçam apenas as do Quinito.

Porquê, meu Deus. Porquê???

 

Indiana Jones é talvez, umas das personagens mais amadas por algum do pessoal da minha geração.

Sempre gostei dos filmes (embora o quarto já me tenha deixado com um certo amargo de boca), eram bom entretenimento para uma tarde de ócio. Admito que fiquei algo surpreso ao saber que se vai fazer um quinto filme da saga, o que me levou de imediato a inúmeras questões.

- Harrison Ford não tem por esta altura 76 anos?

- O gajo vai andar a perseguir artefactos históricos ou vai ser um deles?

- Como é que o filme se vai chamar? Indiana Jones e a Anca Perdida?

- Porque é que os estúdios teimam em mexer em sagas que estavam boas quietinhas e têm de fazer mais um filme com alto índice de probabilidade de correr mal?

- Será que o Sean Connery volta a aparecer como pai? Afinal de contas, só tem 85 anos e ainda deve estar aí para as curvas também.

Vamos ver no que isto dá. Só espero não ver o Indiana Jones a comer caldo verde por uma via intravenosa enquanto assiste ao programa matinal da Maria Helena e joga à bisca lambida.

Até sempre, gigante...

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Existem pessoas neste mundo que cruzam o nosso caminho de formas estranhas.

O meu caminho cruzou-se com o de Nicolau Breyner através do meu avô. Raros eram os fins de semana em que o meu avô não fazia questão de colocar um vinil no gira discos intitulado "Kiss me la bouche". Rock cómico, chamava-lhe ele.

Resumir o homem que foi Nicolau Breyner a um disco de 1981 é extremamente redutor. Mas foi aí que retive o nome que me esqueceria jamais.

Nicolau Breyner pertence a uma estirpe geracional de actores muito selectiva onde se faz acompanhar de Eunice Muñoz e Ruy de Carvalho. Monstros culturais de valor inestimável que Portugal não está de todo preparado para perder. Não existem por ora, substitutos à altura.

A Nicolau, todos devemos o facto de existir ficção televisiva em Portugal. Isso e existir uma nova geração de actores. Não haverá um que possa dizer que não se sentiu de alguma forma inspirado por este senhor.

O Alentejo perdeu um dos seus filhos mais amados. O país, um dos seus ícones. O mundo, um diamante que nunca chegou a conhecer devidamente.

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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